segunda-feira, 21 de junho de 2010

TRANSCENDÊNCIA


Por Thonny Hawany







Ao contornar a vida efêmera,
Equilibrando-me num raio de sol,
Deparei-me com a loucura
Às sombras da lucidez.
Tal Senhora afagou-me gentil
E chamou-me de filho,
Beijou-me a face turva,
Consumiu minh’alma doente
Libertou-me da razão impura.

Despi-me das células em veste.
Arranquei do peito a dor,
Bani da mente a cega crença
Perdi-me na penumbra por um momento
E, como fluido, transcendi a luz,
Deixei-me ser levado, mesmo confuso,
Alhures, para além do inexplicável.
Como crisálida, em estado ninfal,
Levantei-me em vôo de borboleta.
Senti-me água, senti-me terra,
Senti-me fogo, senti-me ar
Senti-me alma, sente-me átomo,
Senti-me parte em face do Todo
― Uma peça banal, um todo decimal.


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